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Arqueologia doméstica

Publicado: 14 de fevereiro de 2014 em Uncategorized

Finalmente consegui romper a inércia que tanto travava a 118 Garage, e estou retomando as postagens por aqui! Chegou a hora de sacudir a poeira e atualizar a história da minha coleção!
No início deste ano, atendendo a uma convocação extraordinária da primeira dama Cléris Grando, realizei uma organização das minhas caixas antigas, peças estas que estavam guardadas num armário, sem que o seu conteúdo fosse devidamente conhecido.
Eis que entre uma caixa lotada de tralhas inúteis, e outra, recheada de documentos descartáveis, me deparei com um grande tesouro, dividido em pequenas porções! Eu encontrei alguns dos meus carrinhos favoritos, do tempo em que as estradas e cidades imaginárias já haviam deixado de fazer sentido, mas em contrapartida, o lado mecânico estava totalmente aflorado! Entenda “lado mecânico” como o ato de desmontar, modificar, e muitas vezes, não conseguir remontar um carrinho!

Carrinhos "achados", prontos para integrar a coleção

Carrinhos “achados”, prontos para integrarem a coleção

Tanto é verdade este fato, que em uma das caixas abertas haviam diversas peças de carrinhos que desapareceram, talvez por serem destruídos, ou por serem perdidos, ou ainda, por não serem montados novamente. Uma peça em especial me chamou muito a atenção, pois se tratava do eixo de um dos meus brinquedos mais importantes, inclusive, o que mais desejei e usei na minha infância: a Jamanta Eletrônica da Estrela.
Infelizmente só restou um dos eixos do reboque da jamanta, além de algumas peças dos carros que compunham o conjunto. No mesmo lote de peças, achei alguns modelos transformers, alguns jogos de pneus e eixos de carrinhos chineses, além de uma imaculada carcaça de Volkswagen Fusca, que apresentava as marcas de um incêndio, sinistro que foi provocado por mim num daqueles impulsos de criar uma cena de acidente ou desmanche. Esta carcaça é a prova viva de que na minha infância assassinei diversos carrinhos desta maneira!

Kombi, carcaça queimada de VW Fusca, Hot Rod Bugatti

Kombi, carcaça queimada de VW Fusca, Hot Rod Bugatti

Foi uma descoberta incrível, que merece o registro aqui, pois parte deste “achado arqueológico” vai integrar a coleção da 118 Garage, com seu merecido valor histórico, já que poucos carrinhos sobreviveram a esta época da minha infância, que foi tão fascinante e criativa quanto destrutiva.

Feliz 2014!!!

Publicado: 2 de janeiro de 2014 em Uncategorized

Para iniciar as postagens neste ano novo, gostaria de desejar um Feliz e próspero 2014 a todos os amigos, colecionadores, simpatizantes, “fumbiqueiros”, profissionais do ramo, enfim, todos aqueles que desenvolveram a paixão pelo mundo automobilístico em todas as escalas, desde a pequena 1:87 até a real 1:1!
Bom, mas vamos às novidades! No final do ano passado, recebi do Alex Martini, um pen drive com diversas fotos de seus trabalhos, projetos, e material de referência. Eis que em meio a uma centena de megas, encontrei algumas fotos da La Bomba, a F1 Rat Rod que é uma das pérolas do acervo da 118 Garage.
Eu, que já era encantado nela, fiquei ainda mais “babão” depois que vi as fotos de sua criação e construção. Já sabia que o Alex não fazia projetos pela metade ou sem um rumo exato a seguir, mas ao ver as fotos do modelamento do chassis especial, bem como de todos os ajustes e testes de montagem, fiquei realmente impressionado com sua dedicação e profissionalismo.
Agora tenho certeza, customizar uma miniatura não é apenas trocar as rodas e jogar uma tinta nova sobre a velha! Até pode ser uma receita de customização simples, mas algo realmente relevante e que tenha o poder de apaixonar, requer criatividade para imaginar e talento para executar. La Bomba é a prova real dessa teoria.

O último do ano!

Publicado: 24 de novembro de 2013 em Uncategorized

Nos dias 22, 23 e 24 de novembro, na cidade de Carazinho – RS, aconteceu o 2º Encontro de Veículos Antigos, evento promovido pela Confraria do Carro Antigo também de Carazinho.

Na metade da manhã de domingo, último dia do evento, seguimos eu e a Primeira Dama da 118 Garage, para aquele que deve ser o meu último contato com carros antigos neste ano. Desta vez, levamos mais duas companheiras na bagagem: minha sobrinha Bruna e minha irmã Letícia, ambas acostumadas com as temáticas “carros antigos” e “carrinhos em miniatura”.

Chegamos ao evento no final da manhã, mas logo que entramos no estacionamento da MicroCervejaria BierSite, local onde ocorria o encontro, sentimos que os 120 km de viagem não foram em vão! Assim que passamos a porta de entrada, observamos a exposição do acervo da Pastore Car Collection, o que já valeu cada “ml” de combustível queimado para chegar até ali, diante do impecável estado de conservação dos modelos apresentados, bem como da raridade dos mesmos. A predominância era de veículos da década de 70, mais especificamente Mavericks, Opalas e Dodges, além de diversas pick-ups do fim da década de 40 até o início da década de 60.

Fiz algumas fotos dos veículos que mais gostei, porém, sei que em função do horário que chegamos, muitos saíram para o almoço ou então seguiram viagem de volta para casa. Mas no geral, o evento foi bom, com bons carros, e até o tempo colaborou com um sol maravilhoso.

Mas é claro que eu não fui até Carazinho apenas pelos carros antigos, na verdade, só fiquei sabendo deste evento pelo amigo Gilmar, que é o meu fornecedor oficial de miniaturas, mantendo minha coleção sempre atualizada. Consegui mais alguns exemplares na escala 1:24, que com certeza, vão completar a temática pick-ups na coleção da 118 Garage.  

Aquisições

Novas aquisições com o Gilmar: o acervo da 118 Garage ficando cada vez mais completo!

Ainda no dia da Independência, retornando do encontro de Fuscas de Marau, sugeri à Primeira Dama da 118 Garage, que conferíssemos uma exposição de carros antigos que estava ocorrendo na cidade de Passo Fundo – RS.

É lógico que a excelentíssima aceitou minha sugestão, porém, incluiu no pacote um passeio pelo shopping, o que não seria nenhum esforço sobrenatural para mim, pois sou frequentador assíduo deste tipo de estabelecimento.

Ao chegarmos no Centro Cultural do Planalto Médio, local onde era realizada a 1ª Exposição do Museu do Transporte Nacional, logo em frente ao prédio, já topamos com uma Kombi luxo seis portas e um Volkswagen Sedan, ambos irretocáveis carros de coleção. Instantaneamente fiquei enlouquecido, imaginando o que poderia estar me esperando atrás daquelas paredes.

A surpresa foi maravilhosa! Ao passar pela porta, deparei-me com um estacionamento de carros impecáveis, muito bem alinhados, retratando parte do que de mais importante foi criado na indústria automobilística nacional e mundial. Não vi, dentre os aproximadamente 50 carros, um que pudesse merecer alguma crítica, seja pela restauração ou pela escolha do modelo. Tudo perfeito, organizado, e ao alcance dos olhos de qualquer interessado em Antigomobilismo.

Eu sei que preciso urgentemente de um curso de fotografia, mas enquanto isto não acontece, seguem algumas imagens desta exposição incrível, e que coloco à disposição de todos que não puderam comparecer a este magnífico evento.

Encontro de Fuscas – Marau / RS

Publicado: 7 de setembro de 2013 em Uncategorized

No tão esperado Dia da Independência, que para sacanagem geral da nação, caiu exatamente num sábado, partimos, eu e a Primeira Dama, com destino à Marau – RS.

Lá acontecia o 7º Expo Fuscas, um encontro de Fuscas e derivados, bem tradicional na região, já que o movimento “Volkssista” está agitando há um bom tempo estas bandas!

Nunca havia pensado na questão, mas foi neste evento de Marau que descobri a diferença entre um “Encontro” e uma “Exposição”.

Na “Exposição”, os carros ficam alinhados, seguindo um planejamento pré-determinado, com isolamento, com registro bem visível dos dados referentes ao veículo, como modelo, ano e motor, ou seja, o objetivo é apresentar uma peça de valor histórico/cultural, com o devido respeito e clareza na informação, facilitando a identificação por parte do público.

No “Encontro”, não que os veículos não possam ser identificados, alinhados e isolados, mas em geral, o evento se apresenta de maneira mais informal, ou melhor, se apresenta de maneira desprovida de alguns cuidados visuais, que acabam por desvalorizar os automóveis e o evento como um todo.

Neste evento, apesar de parecer muito bem planejado, e do local ser muito agradável, o aspecto “encontro” estava escancarado, e talvez por isso, fiquei um tanto quanto frustrado. Na realidade, tive a sensação de estar andando por um camping, com barracas e carros se amontoando em pequenos grupos, onde era difícil de observar detalhes de alguns veículos, e em alguns casos, era constrangedor se aproximar, pois os proprietários estavam postados ao lado, como se também fossem peças raras.

Resumindo: consegui fazer alguns registros fotográficos do evento para publicar aqui, mas até a surpreendente Primeira Dama da 118 Garage levantou uma questão: “Você viu quantos carros de placa preta estão no evento?” Depois de já ter andado pela parte externa do parque, e feito a volta nos dois salões onde ficaram acomodados pequena parte dos veículos, reparei que praticamente não haviam automóveis de placa preta.

Está aí uma sugestão para os organizadores: ocupar os salões apenas com veículos placa preta ou com alto nível de originalidade, identificá-los de forma adequada, e se possível, organizá-los por ordem cronológica ou categoria. O evento, que já é grandioso, tenderá a crescer ainda mais, tanto em participantes, como em público!

Bom, é lógico que o nosso objetivo era ver os carros e aproveitar o “feriado”, mas o mais importante mesmo seria o encontro com o Gilmar, do Mundo dos Carrinhos, que foi quem nos convidou para este evento. Não preciso nem comentar, mas a Primeira Dama teve mais uma prova de fogo neste evento, pois passei mais de uma hora conversando com o Gilmar, além é claro, de conferir de ponta a ponta o seu estande de carrinhos.

Voltei para casa com mais algumas aquisições importantes, entre elas, o destaque fica para o elevador automotivo na escala 1:18 da antiga GMP, uma das melhores do mercado, que o Gilmar havia separado para mim desde o evento em Xanxerê – SC. Outro destaque são o Ford 1947 Fordor táxi na escala 1:43, além da réplica duma bomba de combustível da década de 20, também na escala 1:18. Para não perder a oportunidade, também acabei adquirindo três Jada Toys 1:24, já que o Gilmar é o meu fornecedor oficial desta escala. Já vou preparar o bolso, e que venha o próximo evento!!!

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